Apesar da esposa e ele ficarem apreensivos, o médico lhes disse que não ia alarmá-los, pois o diagnóstico não havia sido conclusivo e tratava-se penas de herpes, uma simples infecção viral comum. Passou, então uma pomada antiflamatória e a vida seguiu. Porém, ao longo do tempo a ferida piorava, então procurou outros médicos em 2011 e 2012, mas até então nada era constatado e mesmo com o constante uso de medicamentos a ferida nos lábios não apresentava melhoras. Quase três anos se passaram e em 2013, o problema ainda não havia sido sanado. Sem nenhuma orientação médica precisa, o irmão Eliezer decidiu recorrer a mais um outro especialista em dermatologia.
Foi então que uma nova biópsia não deixou dúvidas: foi constatado um tumor maligno que atinge a mucosa da pele, denominado “carcinoma epidermide”. Segundo especialistas, esta lesão aracteriza-se por ser extremamente invasiva e agressiva, podendo ocasionar até mesmo metástase. Este tipo de tumor corresponde a 20% das lesões malignas de pele. “Na hora foi um susto. Minha esposa que me acompanhava também fi cou bastante apreensiva ao ver que, enquanto o médico lia o resultado sua expressão facial ia mudando. Confesso que na hora me deu um gelo principalmente porque pensei ‘logo na boca que uso para tocar para o Senhor’. Mas digo com sinceridade que eu tinha certeza que aquilo era só um deserto do qual Deus iria me livrar“.
O que muito entristeceu nosso irmão foi à proibição do médico de tocar seu instrumento, o trompete, o qual desde criança o utiliza para louvar ao Senhor. “Fiquei uns 6 meses sem poder tocar. Isso me deixou muito triste. Mas eu cria que Deus ia me tirar dessa”, diz o trompetista. Muito reservado e com o coração convicto de que aquela adversidade iria passar, Eliezer comenta que não contou a ninguém o que se passava. Na época congregando na AD Vila Santa Inês (PR), ligada ao templo sede em Curitiba, sob liderança do pastor Wagner Gaby, ele apenas conversou com o pastor Edmilton Bispo, que também viria a ser usado por Deus para sua caminhada rumo ao milagre. Eliezer relata que após a notícia, o médico lhe preparou dizendo que ele necessitaria fazer uma cirurgia e assinar um termo de responsabilidade, lhe explicou a gravidade do procedimento, já que seu tipo de câncer era agressivo e “enraizado”e corria rico de metástase (quando as células cancerígenas desprendem do tumor primário disseminando o câncer para outros órgãos).
Por essa razão ao fazer a cirurgia deveria tirar todo ele, o que lhe deixaria sem parte dos lábios e poderia até mesmo atingir a face, deformando-a e provavelmente o impossibilitando de voltar a tocar seu trompete no louvor. “A cirurgia foi agendada para abril, mas no final de março, eu estava participando de um culto na congregação de Vila Santo Antônio, quando o preletor da noite, pastor Rogério de Assis de Joinville (SC), que encerrava uma campanha foi usado por Deus em profecia. Ele dizia que o Senhor iria curar naquela noite um irmão que estava com câncer maligno em uma parte da cabeça e lhe daria um grande livramento. Para ir até lá receber oração. Confesso que fi quei em dúvida se a profecia era a respeito de mim, mas o meu pastor sinalizou com muita convicção e fé, dizendo para eu ira até lá. A Igreja fi cou chocada, pois ninguém sabia. Então, quando o pastor começou a orar, meu lábio queimava, pegava fogo, parecia que o tumor estava saltando para fora. Nada parecido tinha me acontecido antes. Soube que eu havia sido curado ali, instantaneamente”, testemunha Eliezer.
Conforme conta ainda, quando voltou em abril para realizar o procedimento cirúrgico, ao fi nal do mesmo, o médico lhe disse surpreso e entusiasmado: “Você não tem mais nada. A ‘peça’ tava solta, foi totalmente retirada”. O câncer maligno e enraizado que estava se alastrando, ameaçando metástase já não existia. O que se confi rmou na biópsia seguinte quando nenhum câncer ou malignidade foi encontrada. “Não tenho muito jeito com as palavras, é difícil pra me expressar... Mas quero dizer aos irmãos que não importa a gravidade do seu problema, Deus é maior que ele. Confi e no Senhor. A fé nEle realmente move montanhas. E mesmo nós sendo pecadores, as vezes até incrédulos, Ele é fi el! Tem males e doenças que vem para a glória de Deus”, declara Eliezer aos irmãos.
Mensageiro da Paz - Número 1571- Abril de 2016, CPAD
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