Total de visualizações de página

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Campanha com mulher crucificada debate estupro


Campanha com mulher crucificada debate estupro

A divulgação de imagens do estupro coletivo de uma jovem de 16 anos foi um dos assuntos mais debatidos nas redes sociais nos últimos dias. Ocorrido no Morro São João, Zona Oeste do Rio, tudo foi gravado pelos agressores e divulgado nas redes.

Além do vídeo, foram postados comentários ironizando a situação. A menina aparece nua, aparentemente dopada. O rosto de um dos acusados também aparece. Um homem diz, olhando para a câmara que “uns 30 caras passaram por ela”.

A hashtag #Estupro entrou nos trending topics do país. Foram centenas de protestos, que geraram uma espécie de campanha virtual contra a violência. Muitos internautas trocaram suas fotos do perfil por imagens com referência ao assunto. Um deles é o desenho de uma mulher seminua, sendo crucificada em um símbolo de Vênus e com sangue escorrendo pelas pernas.

Publicado originalmente pelo cartunista que assina como “Ribs”, a imagem foi compartilhada mais de 7 mil vezes em menos de 24 horas e passou a ser adotada por muitos perfis. Não há dúvidas que a realidade da violência sexual é terrível no país. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil. Contudo, não está clara qual a necessidade de associar isso com a crucificação de Jesus.

Chama mais atenção ainda o fato de muitos acreditarem que a correlação está correta. A imagem foi inclusive usada por uma igreja para ilustrar o texto “Oração Feminista”, que diz: “Pedimos perdão a Deus pela omissão sistemática e cultural dos cristãos no Brasil em denunciar opressões machistas que fundam e naturalizam maldades como as que te afetaram, menina querida. Quando as igrejas silenciam diante de expressões categóricas de machismo e de inferiorização da mulher, elas se tornam cúmplices da escalada da violência e facilitam a criação de uma plataforma social em cima da qual pessoas são agredidas, envergonhadas e segregadas. Pedimos perdão a Deus pela seletividade do nosso cuidado e pela baixa intensidade ética do nosso amor”.




fonte: Gospel Prime

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Obrigado por comentar.